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Fantasias no Reino da Lollipop

Fantasias no Reino da Lollipop

Desafio da Caixa de Lápis de Cor #8 #Rosa

Esta semana no Desafio da Caixa dos lápis de cor, vamos pintar as palavras de cor de rosa, cor da ternura, do amor, da inocência, do romance e das histórias cor de rosa.

"Rino era um rinoceronte que vivia há muito tempo no jardim Zoológico, diferente de todos os outros pela sua pele em tons de rosa.

Levava uma vida calma e pachorrenta entre as suas sestas prolongadas e os seus grandes banhos na água lamacenta.

Fazia grandes banquetes com as ervas e as folhas que lhe davam para comer e que fazia questão de as mastigar demoradamente prolongando as suas refeições num ritual cheio de prazer e de satisfação.

Fez grandes amizades com pássaros coloridos de todas as espécies que o visitavam durante o dia animando-o ao som dos seus alegres chilreios e lhe provocavam fortes gargalhadas com as cócegas que sentia quando eles lhe debicavam das suas costas rosadas os incómodos insectos que teimavam em picá-lo o dia inteiro.

Mas Rino começou a sentir-se sozinho, principalmente à noite, quando os seus amigos passarinhos iam dormir. E começou a ficar muito triste. Tão triste que já nem as crianças para quem ele gostava tanto de olhar e de lhes acenar com a pesada cabeça, lhe alegravam. Até a sua pele rosada começou a esmorecer.

Mas um dia em que dava mais um mergulho na lama, um barulho esquisito fê-lo olhar para o céu. Viu um grande caixote cor de rosa a descer por uma grossa corda de um helicóptero.

Quando o caixote cor de rosa aterrou, Rino aproximou-se com muito cuidado. De repente, o caixote abriu-se e de lá de dentro, saiu a mais bela rinoceronte cor de rosa que ele já vira, com um grande laço cor-de-rosa a enfeitar-lhe o grosso pescoço.

Começou a cheirá-la, e logo começaram a roçar os seus chifres rosados. Primeiro devagarinho, e depois furiosamente. Nesse momento, teve a certeza de que esta era a rinoceronte da vida dele.

Decidiram então fazer uma grande festa em tons de rosa para celebrar o seu casamento, para a qual foram convidados todos os animais do Jardim Zoológico, que trouxeram rosas cor de rosa, gomas, chupas, balões, papelinhos e serpentinas tudo em tons de rosa, apadrinhados pelo casal de flamingos mais rosa que já se vira.

E viveram felizes uma longa história cor de rosa, em alegres brincadeiras no meio da lama com os rinocerontezinhos de pele rosada."

 

Todas as quartas feiras e durante 12 semanas publicamos um texto novo inspirado nas cores dos lápis da caixa que dá nome ao desafio no blogue da Fátima

https://porqueeuposso.blogs.sapo.pt/desafio-vamos-pintar-com-palavras

Neste desafio participo eu, a Fátima Bento, Concha, A 3ª Face, a Maria Araújo, a Peixe Frito, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Maria, a Ana D., a Célia, a Charneca Em Flor,  a Gorduchita,  a Ana Mestre, a Ana de Deus, a Cristina Aveiro, a bii yue , José da Xá , João-Afonso Machado e amarquesademarvila

 

Desafio da Caixa de Lápis de Cor #7 #Azul Claro

Esta semana vamos pintar as letras em tons de azul claro, cor da calma, da quietude, do relaxamento, da divagação, da serenidade, da tranquilidade, da suavidade, do espírito e da devoção, mas também da melancolia e da tristeza.

Desde as segundas feiras mais tristes do ano, as apelidadas de Blue Monday, que os New Order nos puseram a dançar frenéticamente, ao compasso entoado em coro do refrão de Song Sung Blue do saudoso Neil Diamond, à Blue Jean de Bowie do eterno olho azul, aos Blues em geral, em notas cantadas num timbre arrastado num som triste e melancólico,  a quando Elton John tentou adivinhar why they call it the blues  e que todos sonhavamos com o seu  Baby que tinha blue eyes, like a deep blue sea, on a blue, blue day e que tanto sofremos com o amor impossível espelhado no olhar  azul tão claro da soldada russa, Nikita.

Né Ladeiras levou-o no seu sonho Azul, Azul, Azul da cor do céu, os Delfins clamaram que a Cor Azul vai-nos salvar, quero ver o teu olhar azul a brilhar no meu caminho, para Djavan o amor é azulzinho, foi sem mais nem menos que os Trovante selaram a 125 Azul, e os Rádio Macau tentaram mandar pintar o céu em tons de azul, mas só depois notaram que Azul já ele era.

Estava eu a divagar sobre como pintar as letras em tons de azul claro, recostada numa cadeira azul a olhar o infinito do mar azul onde saltavam golfinhos por cima de uma baleia azul, com o meu bloco de notas de capa azul, qual Marlene Dietrich no Anjo Azul, com uma campânula azul a prender o cabelo, a ouvir a banda sonora do Veludo Azul, com um copo de Blue sapphire, o pensamento a vaguear rumo ao céu tão azul, coberto de bandos de andorinhas azuis, quando despertei deste sonho azul com os trinados desafinados do meu periquito azul.

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Desafio da Caixa de Lápis de Cor #6 #Laranja

Esta semana vamos pintar as letras em tons de laranja, cor da energia, do positivismo, da alegria, da nostalgia e do romantismo.

Cor que remete para doces recordações de infância ao som de – Olhó Rajá o Melhor que há – que nos fazia correr com 25 tostões na mão rumo ao sorvete tão refrescante de laranja, em busca de mais uma figurinha do “Carrossel Mágico”, fosse o franjinhas, fosse o Saltitão (Tornicotim, Tornicotão, eu sou o Saltitão).

Folhas inteira enchi de palavras desenhadas por uma caneta bic laranja _ Bic laranja de escrita fina_ ,coleccionei postais e posters com pôr de sóis, tantos que serviram como pano de fundo de momentos ardentes plenos de romantismo, apreciei o nascer do sol a anunciar em tons de laranja mais um dia intenso para viver.

Laranja do Garfield, gato rechonchudo apreciador de lasanha, que em forma de peluche gigante, foi presente daquele grupo de colegas da faculdade, numa louca festa de aniversário inesquecível.

Tons de laranja nos cortejos nocturnos do Halloween pela vila com os miúdos fantasiados e de abóboras luminosas em riste a tocarem às portas das casas decoradas com abóboras iluminadas na demanda de doces ou travessuras, das histórias de Halloween saídas desta mente irrequieta:

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Laranja das laranjas que o maridão espreme logo pela manhãzinha para que possa deliciar-me com o sumo logo ao acordar, laranja das abóboras ao meio partidas que a Mãe usava para fazer os seus afamados fritos que perfumavam a casa toda pelo Natal e agora para as sopas que fazem as delícias dos filhotes.

Laranja no meu mais recente amigurumi, o intemporal Pluto cor de laranja herói das histórias em quadradinhos da nossa infância, enviado como oferta de uma talentosa amiga da blogosfera, e que agora se tornou meu companheiro inseparável de teletrabalho.

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Era uma vez uma Princesa tão Gorda....

Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço no coração das gentes daquele reino encantado, pelo qual espalhava a sua alegria e boa disposição.

Mal os primeiros raios de sol iluminavam a sua face rechonchuda, ecoava por todo o reino a sua maviosa voz de soprano em melodias de encantar.

A  sua fama de ave canora  ultrapassou os limites daquele reino e chegou aos ouvidos daquele tenor, que era tão gordo que só ocupava espaço na alma de quem se deleitava pela sua voz grave.

Curioso, decidiu fazer-se à estrada rumo ao reino encantado de magia musical na sua carruagem feita à medida puxada por 10 garbosos cavalos brancos, que logo começaram a trotar ao ritmo das notas cristalinas que ecoavam estrada fora.

E quando as suas vozes se fundiram numa só num dueto improvisado, soltando notas de amor e de paixão, emocionados souberam que cantariam juntos para o resto da vida, no  Reino da magia musical.

Texto no âmbito do Desafio "Era uma vez uma princesa tão gorda que só ocupava espaço" da Ana de Deus

https://anadedeus.blogs.sapo.pt/era-uma-vez-uma-princesa-tao-gorda-que-26499?thread=86403#t86403

https://anadedeus.blogs.sapo.pt/tag/os+desafios+da+abelha

Desafio da Caixa de Lápis de Cor #5 #Azul Cobalto

Quando pensei em azul cobalto vislumbrei imediatamente os meus tão amados bonecos estrunfes que sempre fizeram as minhas delícias e que me continuam a acompanhar, memória dos meus tempos felizes de faculdade em que era apelidada de estrunfina, não por alguma pigmentação mais dúbia mas derivada do meu apelido que se presta a este tipo de trocadilhos que acabam por ter graça.

Olhando de frente para o meu tão bem composto louceiro, salta à vista desarmada o nosso serviço de jantar decorado com motivos em azul cobalto com pontilhados em amarelo, presente do nosso casamento e sempre presente em qualquer ocasião mais especial desde há 23 anos a esta parte.

23 anos também que me remetem para a nossa lua de mel sem qualquer fel, a navegar nas águas azul cobalto do mar mediterrâneo num périplo inesquecível pela idílicas ilhas gregas, onde nos encantámos pelo branco casario com suas portadas e cobertura em azul cobalto, pela cerâmica e tapeçarias de azul cobalto pontilhadas, pelo azulão olho grego símbolo de da sorte e das energias positivas, olhar divino que nos protege contra os males e a inveja, e que tanta jeito nos daria nestes tempos difíceis que todos atravessamos.

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Desafio da Caixa de Lápis de Cor #4 #Verde

Era eu pequenina e lembro-me da minha mãe cantarolar “Olhos verdes são traição, são cruéis como punhais “

Mais tarde dizia-me que “aqueles olhos verdes, que inspiram tanta calma, entraram em minh'alma, encheram-na de dor”.

Como sou do contra, encantei-me por aqueles olhos esverdeados que bastante mais tarde me ofereceu o anel com uma Esmeralda, que passados 22 anos continua a acompanhar-me noite e dia sobre a aliança do amor eterno.

Durante anos a fio, juntos nos divertimos com as peripécias do sapo Cocas eternamente apaixonado pela Miss Piggy, com Jim Carrey e as suas transformações ao colocar a sua máscara verde, irritámo-nos com o mal humorado Grinch, eternecemo-nos com Yoda, o Mestre Jedi mais poderoso.

Vieram os tão desejado filhos e com eles o retomar das tradições de Natal na busca do musgo perfeito para enfeitar o presépio, a procura da mais frondosa e verdejante árvore de Natal, e eu mascarada de elfo verde sempre disponível a ajudar o tão sobrecarregado Pai Natal.

Com eles nos rimos tantas vezes com Dipsy, o desajeitado Teletubbie, aprendemos com os Lanterna Verde que verde é a cor da vontade, que o Incrível Hulk também tinha sentimentos, que a lutadora com ar de durona Buttercup das Powerpuff Girls afinal também é sensível.

Sofremos no Carnaval à procura das máscaras das Tartarugas Ninja, eternecemo-nos  com o Monstrinho Mike, com Shrek o Ogre carinhoso, sonhámos voar com a fada Sininho, vimo-nos aflitos para passar os níveis dos jogos com Bulbassauro, o Pokémon e com Luigi o irmão do Super Mário Mário.

E juntos continuamos em família forte e unida como os trevos no meu quintal,  com o verde sempre presente em mim, eterna Peter Pan, e em todos nós simbolizando a nossa Esperança num Mundo Melhor.

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Desafio da Caixa de Lápis de Cor #3 #Preto

A cor do lápis desta semana é o preto.

A cor que eu não queria que chegasse.

Quem me conhece sabe que não gosto de cores escuras, não gosto da cor preta.

Preto que me remete para a escuridão, para dias escuros, noites escuras, pensamentos obscuros.

Preto que associo a tristeza infinita, a dor dilacerante, a momentos sombrios.

Preto a cor da morte, dos funerais, dos rituais satânicos.

Cedo perante umas botas e uns bons sapatos pretos, e o intemporal vestidito preto, pois já dizia a saudosa Ivone Silva que com um simples vestido preto nunca me comprometo.

Preto que me remete para Gotham, a cidade natal de Batman o herói mais sombrio.

Preto que me remete para uma galinha preta em casa dos meus avós que se atirava a tudo e todos qual cão de guarda feroz que faz frente a quem ousa trespasser os seus domínios.

Preto que me remete para um carro que me ia tirando a vida e que me provocou receios e ansiedade para o resto dos meus dias.

Daqui remeto as minhas desculpas antecipadas a todos os amantes da cor preta.

Mas a minha onda é mais colorida. É do tipo arco-íris com unicórnios a voarem.

Colorida numa palete de cores vivas, alegres e vibrantes que me fazem sorrir e ser feliz.

 

Todas as quartas feiras e durante 12 semanas publicaremos um texto novo inspirado nas cores dos lápis da caixa que dá nome ao desafio no blogue da Fátima

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Desafio da Caixa de Lápis de Cor #1 #Azul Marinho

Não resisto a um bom desafio, para mais quando é de escrita.

E hoje,  descobri este, no Blog “Porque eu Posso“, da querida Fátima Bento que, tendo como ponto de partida as saudosas caixinhas de lápis de cor da Viarco, nos propõe pintar com palavras o “Desafio da Caixa de Lápis de Cor”.

 

E é sob os tons do azul marinho que me remeto aos meus dias felizes de infância, alegre, feliz e despreocupada onde, de bata de cor azul marinho, aprendia as primeiras palavras e os primeiros números, ensaiava vezes sem fim a ladaínha da tabuada, tocava no xilofone colorido e nos ferrinhos, desenhava, pintava, fazia mil e um trabalhos manuais, saltava, pulava, brincava naquele recreio mágico que tinha aquela figueira que servia de baloiço.

Mais tarde, já adolescente, azul marinho era moda nas t-shirts em conjunto com calças brancas, o que constituiu a determinada altura quase como que um uniforme de fim de semana.

Azul marinho, sempre presente na minha vida, a minha receita anti stress, que me relaxa a alma e acalma as inquietações ao repousar o meu  olhar no mar profundo divagando por entre as suas vagas.

Desafio de Escrita dos Pássaros #2.10_ Já não te posso ouvir

Para ti, que na época ante covid te queixavas de ter que ir para o trabalho, das horas que lá passavas, do trânsito que apanhavas na ida e no regresso, do stress que te causavam, e que agora te queixas de estar em teletrabalho, que não te consegues habituar, que não consegues criar uma rotina de trabalho, que trabalhas mais do que antes…

Para ti, que na época ante Covid te queixavas da falta de tempo para estar com o teu companheiro e da falta de momentos românticos, e que agora te queixas de estares junto a ele 24 sobre 24 horas…

Para ti, que na época ante Covid te queixavas de ter que ir levar e ir buscar as crianças à escola, e da falta de tempo para estares com elas, e agora te queixas que já não os aguentas em casa, que já não sabes o que fazer com eles….

Para ti, que na época ante Covid te queixavas do drama que era ter que sair com mau tempo, e agora te queixas que não pára de chover e que queres ver sol…

Para ti, que na época ante Covid te queixavas da falta de tempo para ler os livros que queria, ver todas as séries e filmes que não conseguias, inventar e experimentar novos pratos na cozinha, arrumares finalmente todas as gavetas e armários que esperavam melhores dias…

Devias estar grata e erguer as mãos aos céus por teres a possibilidade de ter ainda trabalho, de o poderes fazer a partir do aconchego do lar, de teres um companheiro com a mesma facilidade quando há tantos casais que se encontram afastados sem poderem estar juntos, de teres os teus filhos contigo quando tantos pais estão deles separados sem os poder abraçar por vezes mirando-os de relance apenas por uma janela, de teres o teu porto seguro no teu lar junto aos teus, com tudo o que necessitas, de teres acesso a filmes e séries que de outro modo seria difícil ver, de teres livros para ler e reler, de poderes ver os pingos de chuva a baterem na tua janela, enquanto saboreias uma chávena de chá com a lareira acesa e o aroma de velas espalhadas pela casa.

Para ti, que tanto te queixas, que não sabes aproveitar aquilo que tens, só te tenho a dizer… Já não te posso ouvir.

Desafio de Escrita dos Pássaros #2.6_ Oh não, um vírus outra vez

- Boa tarde companheiros, estamos aqui reunidos para a deliberação final sobre a tomada de posse do planeta azul, planeta que de acordo com os nossos relatórios de vigilância se mostrou o mais adequado à nossa instalação para desenvolvimento da nossa espécie superior.

-Tem a palavra o nosso Grande Olheiro que nos vai apresentar o mais recente relatório sobre a actividade do planeta.

- Meu Comandante, não tenho boas notícias para reportar. O que me foi dado a verificar e a analisar não augura nada de bom para a nossa espécie.

- Os nativos apresentam ultimamente estranhos comportamentos, bastante agressivos, que poderão indiciar riscos não contabilizáveis.

- Observei que dantes a frequência da lavagem das mãos que era muito pouco frequente, agora transformou-se num ataque desenfreado às torneiras que tentam abrir com os pés, gastando litros de água enquanto se fartam de cantar os “parabéns a você”, não percebi a quem, pois não vi velas acesas, mas vi assentos de sanitas a serem transportados debaixo dos braços.

- Andam de máscaras que só lhes deixa de fora os olhos, que passam rapidamente de brancas a cinzentas e finalmente a pretas, os açaimes dos cães foram substituídos por máscaras pontiagudas, andam com uns líquidos incolores que metem em tudo o que tocam, fazem filas nas farmácias, enchem carrinhos no supermercado com enlatados, papel higiénico, guardanapos e afins.

- Deixaram de se abraçar e de beijar a agora andam às cotoveladas uns aos outros, utilizam pauzinhos em vez de apertos de mão, andam de braços esticados no meio da rua, não deixam ninguém aproximar-se deles, começam a correr e a gritar quando alguém espirra, abrem as portas com pontapés, dão cotoveladas nos botões dos elevadores e nas caixas de onde sai dinheiro que retiram com uma pinça, andam com a pele vermelha dos escaldões que apanham a tomar banho com água a ferver, borrifam álcool pelo corpo deles e de quem se aproxima só utilizam lâmpadas ultravioletas, mastigam dentes de alho como se fossem rebuçados, fazem o diabo a sete, repetem incessantemente “ oh, não, um vírus outra vez”.

- Companheiros, face ao reportado julgo que será de abortar a missão, pois já me foi dado a conhecer este vírus, extremamente perigoso, de seu nome “vírus do alarmismo” cujo emissor tem por nome Comunicação Social.

E foi deste modo, que o Planeta Azul se livrou da invasão destes extraterrestres.